Se você está se preparando para a cirurgia de catarata, provavelmente já perguntou qual é a melhor lente. Essa é uma dúvida que escuto com frequência no consultório. Minha resposta não depende apenas do preço, da marca ou de ser nacional ou importada. Eu junto o que seus exames mostram ao que você precisa enxergar no dia a dia e à cobertura disponível.
Para que serve a lente intraocular?
Na cirurgia de catarata, o cristalino que ficou opaco é retirado e substituído por uma lente artificial transparente. Essa lente fica dentro do olho e recebe um grau calculado para você.[9]
O objetivo mais básico é devolver nitidez à visão depois da retirada da catarata. A partir daí, cada desenho de lente oferece possibilidades diferentes. Antes de indicar uma delas, eu explico quais priorizam uma única distância e quais tentam ampliar a faixa de foco ou reduzir a dependência de óculos em mais atividades.
Isso não significa que exista uma lente que faça tudo sem nenhuma limitação. Quanto maior a faixa de visão que você procura, mais importante se torna conversar sobre contraste, halos ao redor das luzes, necessidade eventual de óculos e capacidade de adaptação.
Comparação rápida entre os tipos de lente
| Tipo | O que costuma priorizar | O que você precisa saber |
|---|---|---|
| Monofocal | Uma distância principal, geralmente longe | Óculos costumam continuar necessários para perto e, em alguns casos, para o computador |
| Monofocal plus ou otimizada | Longe com algum ganho na visão intermediária | Não equivale a uma trifocal e não garante leitura sem óculos |
| Tórica | Correção do astigmatismo | Pode ser combinada com diferentes desenhos de foco, conforme o modelo e a indicação |
| Foco estendido | Longe e uma faixa maior de visão intermediária | A visão de perto pode continuar dependendo de óculos |
| Trifocal | Longe, intermediário e perto | Pode reduzir mais a dependência de óculos, mas exige conversa cuidadosa sobre halos, contraste e seleção do olho |
Uso esta tabela para organizar os nomes, não para substituir seus exames. Você e outra pessoa da mesma idade, com o mesmo grau, podem receber indicações diferentes porque a córnea, a retina, o nervo óptico e a rotina não são iguais.
Lente monofocal: o que ela entrega
A lente monofocal tem uma distância principal de foco. Na maioria das cirurgias, eu a calculo para longe. Se esse for o planejamento combinado com você, os óculos podem continuar necessários para ler, ver letras pequenas no celular ou trabalhar por muito tempo no computador.
A principal vantagem é a simplicidade óptica. Ela costuma ser uma opção previsível quando a prioridade é enxergar bem na distância escolhida e você não se incomoda em usar óculos para outras tarefas.
Também é possível planejar estratégias diferentes em situações selecionadas, como deixar um olho mais direcionado para longe e outro para uma distância mais próxima. Essa decisão precisa ser testada e discutida antes da cirurgia, porque nem todo mundo se adapta bem à diferença entre os olhos.
Lente nacional ou importada: o que essa comparação costuma significar no Brasil?
Na conversa prática no Brasil, “lente nacional” e “lente importada” muitas vezes são usadas como atalhos para dois desenhos monofocais diferentes. Quando explico essa comparação no consultório, em geral “nacional” se refere à monofocal esférica, enquanto “importada” costuma se referir à monofocal asférica.
A diferença que interessa para sua visão está no desenho. A lente esférica tem uma curvatura mais uniforme. A asférica modifica essa curvatura para tentar reduzir distorções e preservar melhor o contraste, principalmente em ambientes com pouca luz.
Quando pesquisadores juntaram os resultados de vários estudos, as lentes asféricas mostraram alguma vantagem de contraste em certas condições. Na tabela de letras do consultório, porém, a nitidez corrigida foi parecida entre esféricas e asféricas.[1]
Isso não transforma toda lente importada em opção superior para qualquer olho. “Nacional” e “importada” são formas comuns de apresentar a escolha, mas o país de fabricação não é a classificação técnica. O que muda para sua visão é o desenho da lente e a indicação feita a partir dos seus exames.
Monofocal plus é outra característica. Ela tenta ampliar um pouco a faixa de visão, principalmente na distância intermediária, sem criar vários focos como uma trifocal. Asférica e monofocal plus não são sinônimos.
Monofocal plus: onde está a diferença
Se você quer priorizar longe, mas gostaria de um pouco mais de conforto na distância intermediária, eu posso considerar uma monofocal plus. Pense no painel do carro, na bancada da cozinha ou no computador.
Quando pesquisadores juntaram os resultados de vários estudos, as monofocais aprimoradas tiveram melhor visão intermediária sem óculos e desempenho semelhante para longe. Não apareceu um aumento claro de halos ou perda de contraste. Mesmo assim, os modelos não são todos iguais, e os estudos ainda não permitem tratar todas as lentes plus da mesma forma.[2][13]
Isso não significa ausência de halos nem independência de óculos. O desempenho muda entre modelos, e a visão de perto pode continuar exigindo correção. Para mim, a pergunta não é se a plus “é melhor”. É se o ganho intermediário esperado combina com o que você faz e com o que seus exames permitem.
Lente tórica: quando você tem astigmatismo
A lente tórica foi desenhada principalmente para corrigir o astigmatismo regular que vem da córnea. Ela precisa ser posicionada em um eixo específico dentro do olho, calculado a partir das medidas da córnea.
“Tórica” não define quantas distâncias a lente cobre. Você pode encontrar desenhos tóricos monofocais e, dependendo da disponibilidade e da indicação, opções tóricas associadas a outras tecnologias.
Se você tem astigmatismo, isso não significa que eu indicarei obrigatoriamente uma lente tórica. Eu considero o grau, a regularidade do astigmatismo, as medidas da córnea e o efeito das incisões cirúrgicas. Estudos que compararam essas lentes mostram que elas podem corrigir melhor o astigmatismo da córnea e reduzir a dependência de óculos para longe quando os exames sustentam essa indicação.[3]
Lente de foco estendido: longe e intermediário
A lente de foco estendido, também chamada de EDOF, procura criar uma faixa contínua de visão, com prioridade para longe e intermediário. Na prática, isso pode ajudar em atividades como usar o computador, olhar o painel do carro ou conversar com alguém a uma distância próxima.
A leitura de letras pequenas pode continuar dependendo de óculos. Também não existe um nível único de halos ou contraste que sirva para todos os modelos chamados EDOF.
Esse detalhe importa porque “foco estendido” é uma categoria ampla. O desenho da lente, a saúde do olho e o alvo definido no cálculo mudam o resultado. Antes de comparar preços, vale entender qual distância você quer priorizar e qual limitação aceitaria com mais tranquilidade.
Lente trifocal: mais distâncias, novas escolhas
A lente trifocal distribui a luz para oferecer focos de longe, intermediário e perto. Ela pode reduzir a dependência de óculos em mais atividades, principalmente quando você compara com uma monofocal planejada para longe.
Mas reduzir não significa eliminar. Você ainda pode precisar de óculos para uma tarefa específica, em determinada iluminação ou para uma leitura prolongada.
Halos e ofuscamento ao redor das luzes podem ocorrer. Você pode perceber melhora com a adaptação ou continuar incomodado. Por isso, sua rotina noturna, sua tolerância a pequenas imperfeições e a qualidade óptica do olho precisam fazer parte da decisão.
Em 2024, pesquisadores independentes da Cochrane reuniram os estudos que comparavam trifocais e lentes de foco estendido. Os dados apontaram uma possível vantagem das trifocais para perto e menor necessidade de óculos nessa distância. Ainda assim, os estudos não foram fortes o suficiente para declarar uma vencedora universal.[4]
A lente intraocular tem grau?
Sim. A lente recebe uma potência medida em dioptrias, a mesma unidade usada para indicar o grau dos óculos. A diferença é que esse grau será colocado dentro do olho.
Para calcular o grau, eu uso medidas como o comprimento do olho e a curvatura da córnea. Um exame chamado biometria reúne essas informações, e fórmulas matemáticas estimam a potência mais adequada para o foco combinado com você.[9][10]
Mesmo com medidas modernas, o cálculo é uma estimativa biológica, não uma promessa matemática de grau zero. Superfície ocular irregular, astigmatismo, cirurgias anteriores e características anatômicas podem aumentar a incerteza.
Se você já fez LASIK ou PRK
Se você já fez LASIK ou PRK, esse histórico precisa entrar no planejamento, mesmo que a cirurgia tenha acontecido muitos anos atrás. Esses procedimentos alteram a curvatura da córnea e podem fazer fórmulas convencionais errarem a potência da lente.
Nesses olhos, existem fórmulas e calculadoras específicas, como abordagens reunidas no calculador pós-refrativo da ASCRS. Eu posso comparar mais de um método, conforme as medidas disponíveis e o tipo de cirurgia anterior.[5][10]
O plano de saúde cobre qual lente?
A cirurgia de catarata com implante de lente intraocular faz parte da cobertura obrigatória dos planos sujeitos ao Rol da ANS, respeitadas a segmentação e as regras contratuais aplicáveis. A lente usada no procedimento é considerada uma prótese ligada ao ato cirúrgico.[6]
Pelas regras da ANS, a cobertura não é definida simplesmente como “apenas lente esférica”. As características necessárias da lente partem da indicação clínica. Na consulta, eu separo o que é tratamento da catarata do que tem objetivo apenas de corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia, a chamada vista cansada para perto. A ANS não dá a esses implantes a mesma cobertura obrigatória.[6]
Na prática, muitos planos disponibilizam uma lente monofocal esférica. A monofocal asférica costuma aparecer na conversa como uma opção particular. Isso descreve o que acontece com frequência nos serviços; não é uma regra da ANS dizendo que plano só pode cobrir lente esférica.
Na prática, a cobertura pode variar conforme o contrato, a rede, o hospital e a disponibilidade. Eu explico a indicação clínica, enquanto a operadora e o hospital informam como a cobertura se aplica ao seu contrato.
Preço e custo-benefício: o que você está comparando?
O preço de uma lente pode variar conforme tecnologia, fabricante, hospital, equipe e itens associados ao procedimento. Publicar um número isolado não ajudaria você a comparar propostas diferentes.
Custo-benefício também não é sinônimo de escolher a lente mais barata ou a que promete mais distâncias. Uma trifocal pode fazer sentido se você valoriza reduzir a dependência de óculos e seus exames permitem essa tecnologia. Uma monofocal pode ser a escolha mais coerente se você prioriza qualidade em uma distância, aceita usar óculos ou tem uma condição ocular que pede mais cautela.
Na minha indicação, eu considero qual distância você mais usa, onde os óculos ainda podem ser necessários e quais efeitos ópticos fazem parte de cada tecnologia. O custo entra nessa conversa depois que os exames mostram quais opções são adequadas para o seu olho.
Como fica o olho depois do implante?
A lente fica posicionada dentro da cápsula que sustentava o cristalino. Você não precisa retirar, limpar ou fazer manutenção nela.
Depois da cirurgia, o olho passa por um período de recuperação, e a visão pode oscilar enquanto a córnea e os tecidos cicatrizam. O grau final e a qualidade visual não devem ser julgados apenas nas primeiras horas.
Com o tempo, a cápsula atrás da lente pode ficar opaca. Isso é chamado de opacificação da cápsula posterior e não significa que a catarata voltou. Quando indicado, o tratamento costuma ser feito com laser em consultório.[12]
A lente intraocular pode sair do lugar?
Pode, mas o deslocamento não é uma evolução esperada em todo olho operado.
A lente pode inclinar, sair do centro ou se deslocar junto com a cápsula que a sustenta. O risco pode aumentar depois de um trauma, de outras cirurgias oculares ou quando as estruturas que seguram a lente estão enfraquecidas.[7][14]
Se sua visão mudar de forma nova ou súbita depois de já estar estável, procure avaliação. Embaçamento, visão dupla em um olho, percepção da borda da lente ou piora importante da visão precisam ser examinados. Esses sinais também podem ter outras causas; o texto não permite confirmar deslocamento à distância.
Dor forte ou perda súbita de visão pedem atendimento oftalmológico sem demora. O mesmo vale para flashes, aumento repentino de moscas volantes ou uma sombra avançando pelo campo visual: esses sinais podem vir da retina e precisam de exame rápido.[11]
A lente mais cara não é automaticamente a melhor
Depois de conhecer tantas opções, é natural pensar que a lente com mais tecnologia, mais focos ou maior preço será a melhor. É aqui que costumo mudar a perspectiva da conversa.
Só que a escolha não funciona como um catálogo em que você sobe de categoria até chegar ao produto superior. Uma lente que oferece várias distâncias também exige que a córnea, a retina, o nervo óptico e o restante do sistema visual trabalhem bem com aquele desenho. Se esses fatores não combinam, uma tecnologia mais complexa pode trazer menos qualidade do que uma lente mais simples bem indicada.
O mesmo vale para sua rotina. Se você dirige muito à noite, lê por horas, trabalha no computador ou aceita usar óculos para determinadas tarefas, as prioridades mudam.
A lente certa nasce do encontro entre o que seus exames mostram e o que você precisa enxergar no dia a dia. Às vezes será uma trifocal. Em outros casos, foco estendido, tórica, monofocal plus ou monofocal convencional. O nome da categoria vem depois da decisão clínica.
Como a escolha é feita na prática
Na avaliação antes da cirurgia, eu organizo a decisão olhando estes pontos em conjunto:
- Como está a córnea? Curvatura, astigmatismo, regularidade e superfície ocular influenciam o cálculo e a qualidade da imagem.
- Como estão retina e nervo óptico? Alterações nessas estruturas podem limitar o benefício de lentes que distribuem a luz em vários focos.
- Qual distância você mais usa? Dirigir, computador, celular, leitura e atividades manuais pedem prioridades diferentes.
- Como você se sente usando óculos? Talvez eles não incomodem você. Talvez reduzir a dependência seja uma prioridade e você aceite conversar sobre as limitações envolvidas.
- Você já fez outra cirurgia no olho? LASIK, PRK, cirurgia de retina, transplante de córnea e outros procedimentos podem mudar o planejamento.
- Qual lente está disponível e coberta? A opção clínica e a realidade de cobertura precisam ser consideradas em conjunto antes da decisão final.
Se você tem glaucoma, alteração na mácula ou outra doença da retina, eu não excluo automaticamente todas as tecnologias nem escolho apenas pelo nome da doença. A lente substitui o cristalino; ela não trata o glaucoma nem recupera, por si só, a visão já afetada pela retina. Eu avalio estágio, contraste, campo visual, estabilidade e expectativa. Os estudos disponíveis em glaucoma ainda são poucos e reforçam essa escolha cuidadosa, em vez de uma regra única.[8][10]
Perguntas frequentes sobre lentes intraoculares
Não trabalho com uma lente universalmente melhor. Eu considero a córnea, o astigmatismo, a retina, o nervo óptico, as cirurgias anteriores, a distância que você quer priorizar e sua relação com os óculos.
As categorias mais discutidas são monofocal, monofocal plus ou otimizada, tórica, foco estendido e trifocal. “Tórica” descreve a correção do astigmatismo e pode aparecer combinada com diferentes desenhos de foco.
É uma lente com uma distância principal de foco, geralmente planejada para longe. Se esse for o seu alvo, você costuma precisar de óculos para perto e pode precisar deles para a distância intermediária.
Monofocal descreve uma distância principal de foco. Esférica ou asférica descreve o desenho óptico dessa lente. Monofocal plus procura ampliar um pouco a faixa de visão, sobretudo no intermediário. Os termos não são sinônimos.
A cirurgia de catarata e a lente ligada ao procedimento têm cobertura obrigatória nos planos aplicáveis às regras do Rol. Eu defino as características necessárias pela indicação clínica; a operadora e o hospital informam como a cobertura prevista no contrato será aplicada.[6]
No Brasil, essa comparação costuma significar monofocal esférica versus monofocal asférica. A asférica procura preservar melhor o contraste, mas o país de fabricação não define sozinho qual lente faz sentido para você. A indicação reúne o desenho da lente, seus exames e sua rotina.
Não existe um preço único. O valor depende da tecnologia, do hospital e do que está incluído no procedimento. O preço isolado não mostra se a lente faz sentido para seu olho; a indicação clínica vem primeiro.
Não. Foco estendido prioriza uma faixa contínua, principalmente de longe ao intermediário. A trifocal cria focos para longe, intermediário e perto. A diferença prática envolve visão de perto, dependência de óculos, contraste e fenômenos luminosos.[4]
Nem sempre. O grau, o eixo, a regularidade do astigmatismo e as medidas da córnea determinam se uma lente tórica pode trazer benefício.
Sim. A potência da lente é medida em dioptrias, a mesma unidade usada para indicar o grau dos óculos. O cálculo considera o comprimento do olho, a córnea e outras informações clínicas.
A biometria é o exame que mede o olho. Esses dados entram em fórmulas matemáticas que estimam a potência necessária para o foco definido com você. Cirurgias anteriores e outras características do olho podem exigir ajustes.
Pode, mas isso não acontece em todo olho operado. Se sua visão mudar depois de já estar estável, procure avaliação para identificar a causa.
Se sua visão mudar depois do implante, é preciso examinar o olho para entender a causa. Se houver perda súbita de visão, dor forte, flashes, muitas moscas volantes novas ou sombra no campo visual, procure atendimento sem demora.
Não escolho apenas pelo diagnóstico. Eu considero o estágio do glaucoma, o campo visual, o contraste, a estabilidade, outras alterações do olho e sua expectativa.[8]
Para sair da consulta sabendo por que aquela lente foi indicada
Quero que você entenda o que cada lente entrega, onde ela limita e por que seus exames favorecem uma opção.
Na consulta, eu escuto suas dúvidas e entendo sua rotina antes de decidir. Dirigir à noite, usar o computador, gostar de ler e se sentir confortável ou não com os óculos são informações úteis. Também considero seu histórico de LASIK, PRK ou outra cirurgia ocular, mesmo quando aconteceu há muitos anos.
Meu objetivo não é que você saia com a lente mais cara. É que saia sabendo por que aquela lente faz sentido para você.
Este conteúdo é educativo e não substitui uma avaliação oftalmológica individualizada.
Fontes científicas e institucionais
As referências abaixo sustentam as comparações clínicas deste artigo.
- Schuster AK, Tesarz J, Vossmerbaeumer U. The impact on vision of aspheric to spherical monofocal intraocular lenses in cataract surgery: a systematic review with meta-analysis. Ophthalmology. 2013. PMID 23751220. Abrir fonte
- Wan KH et al. Enhanced Monofocal Versus Conventional Monofocal Intraocular Lens in Cataract Surgery: A Meta-analysis. J Refract Surg. 2022. PMID 35947003. Abrir fonte
- Kessel L et al. Toric Intraocular Lenses in the Correction of Astigmatism During Cataract Surgery: A Systematic Review and Meta-analysis. Ophthalmology. 2016. PMID 26601819. Abrir fonte
- Zamora-de La Cruz D et al. Trifocal versus extended depth of focus (EDOF) intraocular lenses after cataract extraction. Cochrane Database Syst Rev. 2024. PMID 38984608. Abrir fonte
- American Society of Cataract and Refractive Surgery. Post-Refractive IOL Calculator. Abrir fonte
- Agência Nacional de Saúde Suplementar. Parecer Técnico nº 18/GCITS/GGRAS/DIPRO/2024 — Cobertura: lente intraocular, cirurgia de catarata. Abrir fonte
- American Academy of Ophthalmology EyeWiki. Dislocated Intraocular Lens. Abrir fonte
- Hong Y et al. Premium Intraocular Lenses in Glaucoma—A Systematic Review. Bioengineering. 2023. PMID 37760095. Abrir fonte
- National Eye Institute. Cataract Surgery. Atualizado em 2024. Abrir fonte
- European Society of Cataract and Refractive Surgeons. Recommendations for Cataract Surgery — Executive Summary. 2024. Abrir fonte
- American Society of Retina Specialists. Retinal Detachment. Abrir fonte
- American Academy of Ophthalmology. Nd:YAG Laser Posterior Capsulotomy. Abrir fonte
- Enhanced Monofocal Intraocular Lenses Versus Conventional Monofocal Intraocular Lenses: A Systematic Review and Meta-analysis. PMID 39893265. Abrir fonte
- American Society of Retina Specialists. Intraocular Lens Dislocation. Abrir fonte