Botafogo
Américas Oftalmocenter
Cirurgia no fundo do olho para descolamento de retina, hemorragia vítrea, buraco macular e membrana epirretiniana. Indicação honesta com base em exame de retina — entender quando ela é realmente necessária faz parte do cuidado.
Atualizado em 16 de setembro de 2026
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A vitrectomia é uma cirurgia no fundo do olho. O nome pode parecer técnico, mas a ideia é simples: remover o gel transparente que preenche o interior do olho — chamado de vítreo — para conseguir acessar e tratar a retina.
Na minha experiência, a principal dúvida dos pacientes não é sobre a cirurgia em si, mas sobre se ela é realmente necessária. E essa é uma pergunta legítima. Nem toda condição de retina precisa de vitrectomia — e quando precisa, o momento também importa.
As situações mais comuns em que a vitrectomia pode ser indicada:
Quando a retina se solta do tecido que a alimenta. É uma das indicações mais frequentes e, em geral, mais urgentes. A vitrectomia permite reposicionar a retina e fixá-la com laser ou gás.
Sangramento dentro do olho que turva a visão. Pode acontecer por rasgos de retina, complicações do diabetes ou outras causas vasculares. Quando o sangue não se reabsorve sozinho, a vitrectomia limpa o campo visual e permite tratar a causa.
Uma película fina que se forma sobre a mácula — a parte da retina responsável pela visão de detalhe. Pode causar visão distorcida ou embaçada. A vitrectomia remove essa membrana com instrumentos delicados.
Uma abertura na área central da retina. Pode causar mancha ou falha no centro da visão. A vitrectomia pode favorecer o fechamento do buraco; a expectativa visual depende das características e do tempo de evolução de cada caso.
O tipo de anestesia e a eventual sedação são definidos pela equipe conforme o procedimento, as condições clínicas e o conforto da pessoa.
São feitas pequenas incisões na parte branca do olho por onde passam microinstrumentos. O vítreo é removido e a retina é tratada conforme a necessidade — por exemplo, com laser, remoção de membranas ou tamponamento. A duração varia com a complexidade e o plano cirúrgico.
A preparação e a alta seguem o plano do centro cirúrgico e da equipe. A necessidade de observação, internação e acompanhante é confirmada individualmente antes do procedimento.
Colírios, higiene, atividades e posicionamento seguem a orientação entregue na alta. Vermelhidão, desconforto e visão podem variar; piora da dor, da vermelhidão ou da visão deve ser comunicada à equipe.
A evolução do conforto e da visão depende da doença tratada e do tamponamento. Quando há gás, o tempo de absorção varia com o tipo utilizado. Atividades são retomadas somente conforme a liberação do cirurgião.
A visão pode continuar mudando ao longo do acompanhamento. O resultado depende da condição tratada, do estado prévio da retina e da evolução pós-operatória.
Direção, exercício, piscina, esforço e outras atividades seguem a liberação individual. Se houver gás no olho, não viaje de avião nem suba a grandes altitudes até confirmação médica de que ele foi totalmente absorvido.
Na minha prática, a decisão de operar nunca é automática. Mesmo quando a indicação técnica existe, o momento importa — e há situações em que acompanhar é mais prudente do que intervir.
Alguns critérios que considero na avaliação:
O objetivo da avaliação é chegar a uma decisão que faça sentido para o seu caso — não para um protocolo genérico.
Se houver óleo de silicone no olho, veja também os fatores que definem o custo da cirurgia para retirá-lo.
“Gostaria de registrar minha gratidão ao Dr. Leonardo pela realização da minha cirurgia de vitrectomia. Um profissional extremamente competente, atencioso e que explica cada etapa com muita paciência, transmitindo total segurança.
Minha cirurgia foi tranquila e a recuperação tem sido maravilhosa. Recomendo com toda confiança.”
Relato individual. Resultados e recuperação variam conforme o caso.
Américas Oftalmocenter
CEROF
Oculare
A anestesia é definida conforme o procedimento e as condições da pessoa. Durante e depois da cirurgia, a experiência varia; a equipe orienta o controle do desconforto e quais sintomas exigem contato ou avaliação.
A recuperação varia conforme a doença tratada, a técnica, o tamponamento utilizado e o estado prévio da retina. Colírios, posicionamento, atividades e retorno à rotina seguem o plano do cirurgião. A evolução visual pode continuar por semanas ou meses.
Depende da cirurgia, da evolução e das exigências do trabalho. O retorno deve ser combinado com o cirurgião nas revisões; atividades com esforço físico, poeira, risco de trauma ou necessidade de dirigir podem exigir restrições específicas.
Não. Muitas condições da retina são tratadas com laser, injeções intravítreas ou apenas acompanhamento. A vitrectomia é indicada quando é necessário acessar diretamente a retina para tratá-la — como nos casos de descolamento, sangramento que não se reabsorve, buraco macular ou membrana sobre a mácula.
Em Botafogo (Américas Oftalmocenter), o atendimento é por plano de saúde e particular — o plano pode cobrir honorários e centro cirúrgico. Em Mesquita (CEROF) e Pilares (Oculare), o atendimento é particular; em alguns casos o plano pode cobrir o centro cirúrgico. Os detalhes são discutidos na consulta.
Se você recebeu indicação de vitrectomia — ou quer saber se precisa — o primeiro passo é uma avaliação completa para conversar. Em Botafogo, Mesquita ou Pilares.
Este conteúdo é educacional e não substitui a orientação da equipe que realizou a cirurgia. Dor forte ou em piora, vermelhidão crescente, secreção ou piora súbita da visão pedem contato imediato com a equipe ou avaliação oftalmológica de urgência.